Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de março de 2025

VENDEDOR DE OVO - AS

25 03-09 

AS, se você fosse vendedor de ovo...diga aí!

.

Olá! Olá dona de casa

Vai passando, o carro do ovo

Nutre tanto quanto a carne...

Venha ver o que promovo.

Mais barato do que café

Com garantia de São Tomé,

Venha!  Venha logo, meu povo!

AS

*

Ah! se você tem amigos 

Que vivem desta profissão

Autorizo de bom grado

A usar como divulgação! 

::::::

Imagem: SoudCloud

quarta-feira, 5 de março de 2025

DE CAMAROTE - Airton Soares

 25 03-05

Fico aqui de camarote
Só cubando o movimento.
JR desdobrando o mote
Dando aquele caimento!
*
Pra isso, lhe sobra talento,
Fazer rima sonorosa
A estrofe sai bonita,
Pronta pra sair na fita
Valorizando a glosa!
Tal qual vestido de chita
Numa cabocla gostosa!
AS 05 03 25
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Meu verso é como a cascata
Que cai do topo da serra
E desce irrigando a terra
Verdejando toda a mata
O meu verso é serenata
Para o povo do sertão
É som de chuva e trovão
Alegrando quem cultiva
Sou verso de Patativa
Nascido em riba do chão.
Glosa: João Rodrigues
Mote: Lindicássia Nascimento

ANTES ERAM TRAJES DE BANHO - Airton Soares

 25 03-05




Antes eram trajes de banho
Hoje, chamados vestido
Todo ano tem um ganho
O corpo é menos escondido!
*
Tudo agora é trivial
Tudo agora é diferente
Estão usando fio dental
Em lugar que não dente! (1)
.
(1) trova adaptada que Li Por Aí
°°° AS 25 03 04

segunda-feira, 3 de março de 2025

BANHO NA BICA DO MEU IPU

 25 03-03


𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲 ✍ 𝗔𝗦
𝑨ᶦʳᵗᵒⁿ 𝑺ᵒᵃʳᵉˢ
03 ⁰³ ²⁵
Aqui, `enciminha´ da serra
Toda cidade se avista
Um friozinho gostoso
Não precisa lençol santista.
Me enrosco com minha Costela
Passo a noite grudado nela
'Passando ˢᵉᵘ ᶜᵒʳᵖᵒ `em revista!´
::
No outro dia fui tomar banho
Na bica do meu Ipu
Não havia um só vivente,
Excetuando `EuMaisTu!´
Triste acordo, minha gente
Triste sim, e consciente
De que o real é nu e cru!

sábado, 1 de março de 2025

MÃE - Miguel Torga e outros

 25 03-01

Linques - mãe

Para sempre - Drummond


                                                  Poesia de Xudu por Airton Soares

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'
                                                                   ::::

Ajuda

Porque o amor é simples,
Vale a pena colhê-lo.
Nasce em qualquer degredo,
Cria-se em qualquer chão.
Anda, não tenhas medo!
Não deixes sem amor o coração!

Miguel Torga, in 'Diário (1945)'

                                                                                ::::::::

Tempo

Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.

Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!

Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!

Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'

UM SORRISO NO ROSTO - poesia

 

ᶠᵃʳᵉʲᵃᵈᵒOSI

.                     01 ⁰³ ²                                       

Ter um sorriso no rosto

E na alma uma canção

Desafasta até encosto

E anula o poder do Cão.

.                      Stelio Torquato

 ᵖʳᵒᵈᵘᶜ̧ᵒ̃ᵉˢAS®

                 ::

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nilto Maciel - Baturité - Ce / 1945 -

.

NEM SEI DOMAR MEUS PRÓPRIOS CÃES


Para imitar o imortal Camões,

precisaria ser, meus cidadãos,

mil seres juntos, ter mil corações,

hidra gentil – cabeça, tronco e mãos.


Porém sou pobre, sem nenhuns tostões,

vivo perdido em devaneios vãos,

e sem botinas, becas e botões,

como esses loucos que se crêem sãos.


E velho estou, cabeça toda em cãs,

como meus pais, avós, as minhas mães,

as utopias, ancestrais e vãs.


Talvez pudesse ser padeiro – pães –,

tecer mortalhas – panos – doutras lãs,

porém domar nem sei meus próprios cães.

http://niltomaciel.blog.uol.com.br/arch2006-10-29_2006-11-04.html#2006_11-02_16_13_26-8105644-0

quarta-feira, 19 de março de 2008

ADEUS

08

Ana Craveiro, da CEIA

Dos montes vem…

a força que flue do corpo do homem.

Dos vales…

o sussurro do vento

que leva a outras terras sua voz.

Do rio…

a água dinâmica que leva seu corpo

para depois embrionar-se no mar de
águas salgadas.

Dos olhos dos amigos vêm…

as lágrimas que levam…

a saudade do poeta

que ao se deixar plantar no seio da terra

a transforma em paraíso.

Da terra vem…

a deixa dos filhos queridos.

E da Ceia de Língua e Literatura vem…

o adeus a Carlos Drummond de Andrade.
—————————
IN CONSTRUÇÃO - Órgão de Divulgação da Ceia Literária – ANO VII - nº 15 - abril-julho 1988.

PARA UMA ROSA MULTICOR - A Rosário Gadelha

01

Por Ednardo Gadelha
Membro da Ceia

Rosa vinha de vestido verde
a vida transluziu em oliva-pátria
sete de setembro
sete de outubro
… quinze
aulas de amor à vida
Rosa vinha em seu vestido branco
a vida resurgiu em batom cor-de-rosa
que se beija além do Carnaval.
Distante, numa quarta florida
uma rosa reflorida
desde a aliança do Natal.