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sexta-feira, 14 de março de 2025

FERNANDO CÂNCIO

 25 03-14

Nascimento de Fernando Câncio, in memoriam

Via Pavilhão Literário


FERNANDO CÂNCIO - Nasceu em Fortaleza, aos 14 de março de 1922, filho de João Câncio de Araújo e Elisa Cavalcante de Araújo. Ingressou na UBT em 1975. Importante dirigente da União Brasileira de Trovadores, falecido em Fortaleza no dia 12 de outubro de 2013, aos 91 anos.

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A vida de faz-de-conta

que levo desde menino,

é brinquedo de desmonta

nas peças do meu destino...


Nas tardes calmas sentidas

Bem-te-vi - que afinidade:

tu a cantar - tristes vidas

eu, vida triste - saudade!


No alto firmamento zarco

enflorando ouro em cascatas

soberbo, belo, o Pau D"Arco

é o perfeito rei das matas!


No palco azul desta vida

toda paixão é uma fraude,

pois no ato da despedida

somente a saudade aplaude...


Adeus... e foste saindo,

dizendo que voltarias...

E a saudade entrou sorrindo,

da mentira que dizias...


O que me importa a saudade

se os netos brincam lá fora,

a renovar a ansiedade

dos velhos sonhos de outrora?!...


Nesta saudade abrangente

que maltrata qual açoite,

vejo teu vulto silente

passando dentro da noite!


Tardes sem chuvas, de estio.

Cigarras, que afinidade,

passamos horas a fio

cantando a mesma saudade...


Saudade, marcas doridas

de um momento que passou;

bandeirinhas coloridas

que o tempo nunca rasgou.


Era um poeta de mão cheia,

hippie, cabelos revoltos...

Só poetava na cadeia,

detestava versos soltos!          

   *                                                                                                                                                                 Via Falando de Trova


sexta-feira, 21 de março de 2008

12 Fernando Câncio - "Causos"

Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Blog antigo da ceia

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Recebi & Agradeço
FERNANDO CÂNCIO

Meu amado mestre se reportando à publicação
de algumas de suas trovas, aqui no "Li",
aproveita o espaço para dizer um dos
seus pensamentos circunstanciais e outros `causos´!



"Estimado amigo - meio gente... meio louco.


ESTIMADO EDITOR:
Agradeço sua coragem de me meter de gaiato no seu Li por Cá.

De regresso ao sério: Perdi prematuramente minha esposa.
Nunca esperei passar para segunda classe. Agora me dou a graça de compor pensamentos circunstanciais.

Tome este:
"NUM CASAMENTO FELIZ , O SOBREVIVENTE ADQUIRE
A CRUEL PRIMAZIA DE MORRER DUAS VEZES".
Câncio
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"Prezado Dr. Airton Só - Ares

Não sou um velho. Sou idoso de carteirinha.
Tenho orgulho dos meus 84 marços, os janeiros já erram !
Mesmo assim ainda penso naquilo, embora mais democraticamente.

Acabo de conhecer uma loura inteligente.
Sempre fala no meu benefício do INSS defazado em 70%. Me convidou, vamos fazer uma transa bestial.

Concordei em números e "degraus". (A escada que tive subir aos trancos.)
Lá chegando, sentado numa cama redonda, tive uma crise de "minensse".
Ahi... perguntei pra danada já em trajes sucintos. Moça !
- Me diga o que nós viemos fazer aqui..
Ela me olhou com aqueles olhos de Madalena arrependida - e disse... SABE QUE NUN CHEI !..

É isso ahi... Engoli sapos deixou de ser algo atípico. Hoje faz parte."

Fernando Câncio é poeta - trovador, escritor.
Presidiu a UBT- União Brasileira de Trovadores - Seção - Ce,
de 1980 a 2001, se não me falha a memória.
É um dos fundadores da Ceia Literária e membro da
Academia de Letras Municipais do Ceará.



quarta-feira, 19 de março de 2008

A ilusão da meninice

05

Fernando Câncio, da CEIA

A ilusão da meninice

com os meus netos se refez,

agora em plena velhice

eu sou criança outra vez.
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