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domingo, 16 de março de 2025

NA ESTAÇÃO DA SAUDADE - CORDEL - DALINHA

 25 03-16



NA ESTAÇÃO DA SAUDADE
*
Quantas histórias bonitas
Teve o trem em seu roteiro
Mas o descaso acabou
Com o trem de passageiro
Inda vejo o trem passar
Nos trilhos do meu lugar
Mas é apenas cargueiro.
*
Como não sentir saudades
Da vida no interior
Do trem que ia e voltava
Levando e trazendo amor
Do choro na despedida
Que havia em cada partida
Na face do sonhador.
*
Escuto um apito ao longe
É só imaginação
Pois nos trilhos da saudade
Balança meu coração
Em cada vagão lotado
A lembrança do passado
Sacode minha emoção.
*
As bancas das cafezeiras,
Bancos e bilheteria,
A sineta pendurada
Que no horário batia
Carreteiros de plantão
Disputavam na estação
Cada mala que descia.
*
Hoje as velhas estações
Testemunham a história
Da rede ferroviária
Que teve dias de glória
Conduzem nossa emoção
Quando apita a recordação
Sacolejando a memória.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Foto da postagem de Edmar Passos

quarta-feira, 19 de março de 2008

SAUDADE - atendendo a pedidos

03

Atendendo ao pedido de Elainy Chrystina, minha ex-aluna [Recursos Humanos]

Airton Soares, da CEIA


“Saudade é uma dô que dá

mais num e dô de doê

é uma vontade de alembrar

uma vontade de esquecer

é dô de dente, machuca

adonde dói ninguem vê

aí, a gente pega e futuca

pra num dêxá de doê”...

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Mas saudade é muito do que isso… .

“A saudade é um parafuso

que na rosca quando cais

ó entra se fô torcendo

por que batendo não vai

e se enferrujar por dentro

pode quebrar, mas num sai”.

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Saudade tem aquela do feitiço que cai em cima do feiticeiro.

“Para matar as saudades

fui ver te ânsias correndo

eu que fui matar saudades

vim de saudades morrendo”.

Eu defino a saudade da seguinte maneira:

Saudade:

Lástima solenee pungente da ausência

é uma dorzinha miúda, disforme

se esparramando n´alma da gente..


Poesias declamadas por Airton Soares em seus cursos e palestras.

notAS: somente a última poesia é de autoria do AS, as demais poesias foram lidas por aí.