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quarta-feira, 26 de março de 2008

21 Verdes Mares



Por Ana Craveiro - CEIA

Rolam sal dos olhos,
às tuas águas, misturando-se.
Redondos, olhos tão vivos!

Areia em arrastão oscila,
grande balcão branco:
Sem pegadas...

Resto de civilização,
lixo da vila!
Aldeia do Mar.

Verdes Mares,
quero te encontar.

Mongaguá,25/03/2008.

sexta-feira, 21 de março de 2008

15- Biografia - Ana Craveiro


Quem sou eu? (Ana Craveiro)

Sou o tempo que não pára
Mas a saudade que parou no tempo.
Sou essa...
que arregala os olhos para te ver
Mas que o fita com olhos fechados
sempre que quiser.
Sou as folhas que o outono levou
às terras distantes...
Mas que têm as raízes fixas
na terra natal.
Onde eu respiro o aroma salino
e afrodisíaco do mar
Mas reponho as energias
nas águas dos rios, córregos
e nas cachoeiras, sem parar.
Sou essa...
que vagueia ao sol em sono profundo
e a noite desperto.
Não sei se durmo, ou não.
Sinto, sem pulso,
as veias acelerarem...
enquanto o coração desritmado
fica inerte.
E nesse contra-senso de mim
subo ao Corcovado
e Te vejo de braços abertos.
...............................
De longe
sem rede
sem peixe
sem onda...
vou te cantar
com os olhos de Chopen.
..............................
Sou incomum, divergente, intuitiva
Vou até o cosmos energizado
e me perco nas minhas entranhas.
Choro de alegria quando vejo
o outro sorrir...
e dou rizadas da saudade que
não deixa eu te esquecer.

Sou "poeta"
com trabalhos escritos
em jornais, pelo Brasil.
E três antologias publicadas
na Ceia Literária,em Fortaleza-Ce.

Ana Craveiro-2006
Essa sou eu.

quarta-feira, 19 de março de 2008

ADEUS

08

Ana Craveiro, da CEIA

Dos montes vem…

a força que flue do corpo do homem.

Dos vales…

o sussurro do vento

que leva a outras terras sua voz.

Do rio…

a água dinâmica que leva seu corpo

para depois embrionar-se no mar de
águas salgadas.

Dos olhos dos amigos vêm…

as lágrimas que levam…

a saudade do poeta

que ao se deixar plantar no seio da terra

a transforma em paraíso.

Da terra vem…

a deixa dos filhos queridos.

E da Ceia de Língua e Literatura vem…

o adeus a Carlos Drummond de Andrade.
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IN CONSTRUÇÃO - Órgão de Divulgação da Ceia Literária – ANO VII - nº 15 - abril-julho 1988.