| António Vieira | |
| Retrato do Padre António Vieira, de autor desconhecido do início do século XVIII. | |
| Nascimento | 6 de fevereiro de 1608 Lisboa |
|---|---|
| Morte | 18 de Julho de 1697 Bahia |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | religioso, escritor e orador |
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| António Vieira | |
| Retrato do Padre António Vieira, de autor desconhecido do início do século XVIII. | |
| Nascimento | 6 de fevereiro de 1608 Lisboa |
|---|---|
| Morte | 18 de Julho de 1697 Bahia |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | religioso, escritor e orador |
| Os problemas de escrita nas empresas que podem tornar a comunicação profissional um inferno | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Lígia Velozo Crispino Para eliminar essa barreira comportamental rumo ao sucesso na comunicação, temos de deixar de lado a postura egoísta que registramos na infância. Ainda bebês, mesmo com muita dificuldade, limitações e erros, nossos pais e familiares conseguem nos entender, passando a falsa imagem de que é fácil sermos entendidos e não há necessidade de nos esforçarmos. No mundo corporativo, há anos já não existe mais a figura da secretária de departamento responsável pela elaboração e revisão de comunicados, apresentações e relatórios. Na era do conhecimento e da internet, em que qualquer funcionário escreve e-mails para toda a empresa, fornecedores e clientes, e não raro escreve em nome da empresa, a exigência da comunicação eficiente em português tornou-se fundamental. O e-mail se consolidou como uma ferramenta de comunicação corporativa, mas também é um documento que, na maioria das empresas, ficará arquivado por muito tempo, um registro de erros. Por isso, é preciso que as pessoas dediquem uma especial atenção a essa modalidade de interação. VOCABULÁRIO - Pesquisas, como a realizada pela Johnson O'Connor Research Foundation, Paul Nation e Harvard Business School, revelam que a ascensão profissional nos Estados Unidos está diretamente ligada à quantidade de vocabulário que o profissional domina. GRAMÁTICA - É o meio pelo qual estruturamos nossos pensamentos. É o conjunto de regras que permite a relação harmônica e coerente entre as palavras. ORTOGRAFIA - Mesmo com o corretor ortográfico, há erros que não são detectados. Não confie cegamente em corretores eletrônicos. A ortografia é um dos componentes mais desafiadores da comunicação escrita em português. PONTUAÇÃO - Responsável pela clareza dos textos. Se não for utilizada corretamente, haverá, fatalmente, problemas de compreensão. ACENTUAÇÃO - Erros também podem ser detectados pelo corretor, mas, além de ele não ser totalmente confiável, é necessário ter uma versão atualizada, por conta das novas regras da reforma ortográfica. Muitas delas são relacionadas a regras de acentuação. Os erros de linguagem se enquadram em duas esferas: forma e conteúdo. O conteúdo abrange questões de qualidade do texto, como a escolha das palavras (que devem ser adequadas ao público e ao objetivo do texto), coerência, coesão, clareza e objetividade. Já a forma diz respeito à ortografia e a uma pontuação que facilite a leitura e o entendimento do texto, ou seja, que facilite a comunicação. Tom A imprecisão de mensagens pode gerar retrabalho, uma vez que serão necessárias várias trocas de e-mails para buscar esclarecimentos, o que pode afetar a produtividade. Sem falar em questões maiores, como prejuízos sérios para a imagem das marcas. Mudança A língua é viva e está em constante mudança. Estudar português é um eterno desafio. Metade das suas chances de conseguir uma promoção ou de ser o escolhido em um processo seletivo está concentrada nas habilidades comunicativas que você possui, daí a importância de desenvolvê-las. Você está buscando a excelência na comunicação? Se não estiver, aproveite o início do ano para definir quais ações colocará em prática em 2010. Boa sorte.
Lígia Velozo Crispino é professora de português e uma das proprietárias da Companhia de Idiomas, empresa especializada em tradução, consultoria e ensino de idiomas em São Paulo Fonte: revista LÍNGUA PORTUGUESA | |||||||||||||||||||||||||||||||||

Créditos para o blog do Dr. Mourão
"Conheci o Valdir Santiago na Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Era vigilante e conversava bem… E, como prestei atenção, ele logo mostrou uns versos que compunha na madrugada. Dizia ele: “os pássaros começam a chegar ao frescor da manhã que se inicia.”
A sensibilidade do escritor não deixava passar aqueles momentos. Registrava em métrica e rimas. Os homens dos gabinetes nem supunham que debaixo daquela farda azul, habitava um poeta.
Falou-me de sua saga em querer ser gente pelo caminho dos estudos. Não conseguiu muito, agora investia nos filhos. Queria vê-los doutores. Quanto a ele, apenas a vontade de um dia publicar um modesto livro. Depois perdi o Valdir de vista. Ele não sabia meu nome, nem quem eu era. E eu, muito menos, quem era aquele vigilante metido a poeta.
Mas o destino apronta surpresas. Um dia eu estava no Pão de Açúcar do Náutico. Escuto um “com licença doutor!”. “Agora estou por aqui. Deixei a Reitoria.” Nem foi preciso eu perguntar pelas poesias. Foi logo metendo a mão no bolso e puxando umas folhas rabiscadas. Eram novos poemas, a sua produção mais recente. E o sonho firme de um dia publicar um livro.
Passados alguns meses, foi o que aconteceu. Valdir veio entregar-me o convite especial de lançamento, feito no Clube Náutico. Com família, televisão e tudo que tinha direito. Momento ímpar de sua vida. Confessou-me depois.
Então, virou rotina o Valdir pegar os pacotes de compras, conversar com os clientes do Supermercado e, se for do gosto do freguês, vende um dos seus livros. Na farda, ele fez um bolso especial onde coloca os exemplares e sai oferecendo. Uma batalha diária… e com certeza, não é o dinheiro que mais o motiva.
O que faz um ser popular, quase anônimo, ter essa paixão tão intensa pelos livros? Por que essa vocação tão extremamente convicta, com prática diária e soberba devoção?
Acredito que Valdir Santiago foi escolhido pelos deuses da lira, da prosa, do escrever. Esses deuses, tão exigentes, querem a dedicação integral de seu súdito. E a recompensa? São muitas. São várias. São infinitas.
Vocês precisam ver o Valdir Santiago falando dos seus livros. Vocês precisam entender o que é encantamento. Ou se ouso dizer, possessão.
Sim. É isso aí… Valdir Santiago foi fisgado pelos deuses das letras e não querem largá-lo. Aí ele vira uma pessoa diferente. Um ente sensível que sabe extrair beleza do seu duro cotidiano.
Um caminheiro das letras e das estrelas. Poeta."
MARCOS VASCONCELOS
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M |
inha visão sobre a morte física é
semelhante à de alguns povos asiáticos: a morte física é vista como um evento
natural e a celebração da vida após a morte é uma parte importante da cultura.
Obviamente, respeito a forma como a cultura ocidental encara a morte física.
O problema da morte física é
morrer sem Cristo ( no caso da cultura ocidental). É bom que saibamos também
que na bíblia há dois significados para a morte .
Há um versículo que diz o
seguinte: "tens cara de que estás vivo, mas estás morto". O que isso
quer dizer? Que mesmo que estejamos vivos fisicamente, poderemos ser
considerados mortos espiritualmente , caso estejamos separados de Cristo.
Por isso que Jesus disse que quem
estiver nEle, nunca morrerá.
::
Gente, estou num daqueles dias em que o passado vem me visitar. Como diz Paulinho da Viola: "Eu não vivo do passado, o passado é que mora em mim". São experiências que vivi, agradáveis ou não. Negá-las é impossível -- é mentir pra si mesma! Bateu uma saudade danada dos bailinhos de improviso na casa de colegas da rua...
O que me trouxe essa lembrança foi o casamento de Aninha (Juliana Boller) com Ricardo (Guilherme Berenguer), em Paraíso. A palavra certa para definir a festa caiu em desuso, mas não consigo arranjar outra: singela. Tudo muito simples, sem malícia, tão transparente... A leitora pode não acreditar que um dia foi assim, mas eu juro que é verdade!
Jogávamos peteca na rua (valha-me Deus), 15 ou 20 moças e moços. Olhando para trás, agora, percebo como éramos inocentes. Não se trata de idealizar o passado -- era assim mesmo. Quando queríamos dançar, afastávamos os móveis da sala, ligávamos o toca-discos (valha-me Deus outra vez!) e passávamos horas ali. Não tínhamos vergonha de nossos pais, como hoje os moços têm.
Hoje, os pais nem podem participar das brincadeiras dos filhos. Nossos pais entravam na dança, o ritmo era o mesmo deles: samba, bolero, valsa. Não escondiámos nada. Ninguém bebia, a não ser limonada. Drogas? Nem sabíamos da existência. Sexo? Tá louca? Muitos casamentos saíram de bailinhos iguais ao da Aninha -- simples, verdadeiros. O mundo era nossa rua!
Lá, conheci o primeiro homem da minha vida. Mas eu era a única inquieta, como a ovelha que abandona o rebanho. Eu queria ver o mundo lá fora. Fui, deixei o amor sereno em busca de um sonho. Consegui, mas até hoje não sei se valeu a pena. Não ligue, cara leitora, é um ataque de saudade... só isso.
Xênia
folha Online, 28/01/2010
O escritor J.D. Salinger morreu aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.
Recluso havia muitos anos, o escritor não dava entrevistas desde 1980 nem se deixava fotografar.
Salinger tem livro ainda inédito em português
Leia repercussão da morte do escritor J.D. Salinger
Confira as obras de J.D. Salinger publicadas no Brasil
Obra-prima é manual do desajustado, diz professor; ouça
O seu livro mais conhecido, "O Apanhador no Campo de Centeio", foi lançado em 1951, quando ele tinha 32 anos.
| Reprodução |
| Escritor J. D. Salinger, de "O Apanhador no Campo de Centeio", aos 44 anos |
O personagem principal do livro, o adolescente Holden Caufield, se tornou símbolo da geração de jovens do pós-guerra.
A obra foi um sucesso mundial, e vendeu mais de 60 milhões de cópias em todo o globo.
O anúncio da morte foi feito pelo filho do autor, a partir de um comunicado emitido pelo representante literário de Salinger, nesta quinta-feira.
Quatro décadas sem publicar
Jerome David Salinger completou 91 anos no último dia 1º. Ele estava sem publicar um trabalho havia mais de quatro décadas.
"Amo escrever", disse Salinger em 1974, em uma de suas raras entrevistas, ao jornal "The New York Times". "Mas, só escrevo para mim mesmo e para o meu prazer."
O último trabalho literário publicado assinado por ele foi "Hapworth 16, 1924", em junho de 1965.
O autor, filho de um judeu importador de queijos kosher e de uma escocesa-irlandesa que se converteu ao judaísmo, cresceu em um apartamento da Park Avenue, em Manhattan, estudou durante três anos na Academia Militar de Valley Forge e em 1939, pouco antes de ser enviado à guerra, estudou contos na Universidade de Columbia.
Durante a Segunda Guerra Mundial ele se alistou na infantaria, e esteve envolvido com a invasão da Normandia. Os companheiros de exército de Salinger o consideravam corajoso, um verdadeiro herói.
| Reprodução | ||
| J.D. Salinger na capa da "Time" em setembro de 1961 |
Em relação a outros escritores, Salinger classificou Ernest Hemingway (1899-1961), que conheceu em Paris, e John Steinbeck (1902-1968) como de segunda categoria, mas expressou sua admiração por Herman Melville (1819-1891).
Em 1945, Salinger casou-se com uma médica francesa chamada Sylvia, de quem se divorciou e, em 1955, casou-se com Claire Douglas, união que também terminou em divórcio em 1967, quando se acentuou a reclusão do escritor em seu mundo privado e seu interesse pelo budismo zen.
Salinger namorou durante algum tempo, na década de 1980, a atriz Elaine Joyce, e no final daquela década se casou com a enfermeira Colleen O'Neill, 45 anos mais jovem que o autor. Pouco se sabe sobre a vida conjugal do casal, pois Colleen adotou o código de silêncio de seu marido, e não concedia entrevistas.
Os primeiros contos de Salinger foram publicados em revistas como "Story", "Saturday Evening Post", "Esquire" e "The New Yorker" na década de 1940, e o primeiro romance "O Apanhador no Campo de Centeio" transformou-se imediatamente em sucesso e lhe consagrou aos olhos da crítica internacional.
Os outros livros dele editados no Brasil são as coleções de contos "Nove Estórias" e "Franny & Zooey" e dois pequenos romances reunidos em "Carpinteiros, Levantai Bem Alto a Cumeeira; Seymour - Uma Introdução".
Muitas das histórias reunidas nessas obras tem como personagens centrais a família Glass, cujos filhos foram crianças prodígios e os pais, artistas.