06
Valdemir Mourão, da CEIA
A vida farta é curta
Sendo curta, porém farta,
não se impede que se curta
pois em se curtindo não se enfarta.
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quarta-feira, 19 de março de 2008
A ilusão da meninice
05
Fernando Câncio, da CEIA
A ilusão da meninice
com os meus netos se refez,
agora em plena velhice
eu sou criança outra vez.
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Fernando Câncio, da CEIA
A ilusão da meninice
com os meus netos se refez,
agora em plena velhice
eu sou criança outra vez.
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04 Valdemir Mourão - Escritor

PROF. SEBASTIÃO VALDEMIR MOURÃO
Quem sou eu
Quem sou eu
PROF. VALDEMIR MOURÃO, Sebastião. Professor Universitário, Radialista, Jornalista, nasceu em Ipu-Ce a 24/06/52. Filho de Francisco da Silva Mourão e Maria do Carmo Pereira Mourão.
Licenciado em Letras pela UFC em 1976; Pós-Graduado Lato Sensu em Língua Portuguesa pela UECE em 1980; Mestre em Letras/Lingüística pela UFSC em 1989..Possui diplomas de várias cursos e de seminários na área.
Desde 1974 rege cursos e conferências para empresas e estudantes; lecionou nos melhores colégios de Fortaleza e coordenou alguns deles; foi vice-coordenador e coordenador do 1º Ciclo da UECE, onde foi professor desde 1979; foi assessor da Pró-Reitoria de Graduação para assuntos sobre Legislação do Ensino; foi professor de Português de Licenciatura plena na UFC,convênio com MEC / SESP/ CENAFOR / FCPC / SECe. Recebeu os seguintes títulos como professor: MELHOR PROFESSOR (4 vezes); PROFESSOR COMUNICAÇÂO DO ANO (2 vezes) e HONRA AO MÉRITO (1 vez). .Membro do GELNE ( Grupo de Estudantes Lingüísticos do Nordeste); do IP (Instituto de Pesquisas Lingüísticas PUC/SP); da Associação Brasileira de Lingüísticas; do GT de Psicolingüística da Região Sul; da Academia Eldoradense de Letras e Casa de Francisca Júlia de São Paulo; da Academia Petropolitana de Poesia de Raul de Leoni, Rio de Janeiro; Mestre-de-Obras da Ceia Literária da qual foi fundador e idealizador, e fundador e coordenador do jornal CONSTRUÇÃO, FOLHA DA CEIA e da revista CEIA LITERÁRIA..
Ocupa a cadeira Nº 19 da Academia Cearense da Língua Portuguesa e a cadeira nº 2 da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes - ailca). .
Foi fundador e diretor do Colégio Silva Mourão. Foi representante estudantil na UFC (Universidade federal do Ceará) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Foi membro da comissão que reestruturou o curso de Mestrado e que implantou o Doutorado em Letras na UFSC. Atualmente, Professor aposentado da UECE e Supervisor aposentado do Farias Brito..
OBRAS de Valdemir Mourão
-1972/1982 -“Artigos Literários e Jornalísticos”(principais jornais de Fortaleza);
-1973 –“Águas Brancas” (poesias); -1976 – “Idéias” (prosa e verso) 1ª e 2ª edições.
-1977/1982 – “Co-autor de Questões de Português e Redação(Farias Brito);
-1978 – “ Redação Prática” (edição do autor);
-1980 – “Redação Prática” (gráfica Lourenço Filho); – “As Proibidas”(Idéias); – “40 Regrinhas para Melhorar o Português” (co-autor);
-1981 – “ Poesias de Agora” (Antologia Poéticas co autor, compilação de Carneiro Portela); – “O Ensino de Português” (Imprensa Universitária)
-1982 – “ Ceia Literária No. 1” (co-autor);
-1983 – “Ceia Literária No.2” ( co-autor);
-1984 – “Ceia Literária No 3” (co-autor);
-1986 – “Ceia Literária No 4” (co-autor); – “Poemas Encolhidos” (Anuário de poetas do Brasil). Folha Carioca Editora. -1987 – “E Agora Brasil?”;
-1989 – “Operações de Pensamentos” ( Dissertação de Mestrado a ser publicado);
-1990 e 2000 – “Poesias Pra Quem Ama” 1ª e 2ª edições.
-1992 – “ Ceia Literária No. 5” (co-autor);
-1996 – “Relembrando Exercícios de Português” (5 edições)
-1997 – “O Pão Que o Táxi Amassou” (contos) - “Cais de Nós” (revista da Ceia lLiterária);-1998 - “O Lago das Vozes” (revista da Ceia Literária);
-1999 – “Ceia Maior” (revista da Ceia Literária).
-2002 - “Português do dia-a-dia”. 2002 - “Revista da Academia Cearense da Língua Portuguesa nº 10(Org)
-2005 - “Praticando Redação - para concursos e vestibulares” 6ª edição, Ed. Premius.
SAUDADE - atendendo a pedidos
03
Atendendo ao pedido de Elainy Chrystina, minha ex-aluna [Recursos Humanos]
Airton Soares, da CEIA
“Saudade é uma dô que dá
mais num e dô de doê
é uma vontade de alembrar
uma vontade de esquecer
é dô de dente, machuca
adonde dói ninguem vê
aí, a gente pega e futuca
pra num dêxá de doê”...
<><>
Mas saudade é muito do que isso… .
“A saudade é um parafuso
que na rosca quando cais
ó entra se fô torcendo
por que batendo não vai
e se enferrujar por dentro
pode quebrar, mas num sai”.
<><>
Saudade tem aquela do feitiço que cai em cima do feiticeiro.
“Para matar as saudades
fui ver te ânsias correndo
eu que fui matar saudades
vim de saudades morrendo”.
Eu defino a saudade da seguinte maneira:
Saudade:
Lástima solenee pungente da ausência
é uma dorzinha miúda, disforme
se esparramando n´alma da gente..
Poesias declamadas por Airton Soares em seus cursos e palestras.
notAS: somente a última poesia é de autoria do AS, as demais poesias foram lidas por aí.
Atendendo ao pedido de Elainy Chrystina, minha ex-aluna [Recursos Humanos]
Airton Soares, da CEIA
“Saudade é uma dô que dá
mais num e dô de doê
é uma vontade de alembrar
uma vontade de esquecer
é dô de dente, machuca
adonde dói ninguem vê
aí, a gente pega e futuca
pra num dêxá de doê”...
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Mas saudade é muito do que isso… .
“A saudade é um parafuso
que na rosca quando cais
ó entra se fô torcendo
por que batendo não vai
e se enferrujar por dentro
pode quebrar, mas num sai”.
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Saudade tem aquela do feitiço que cai em cima do feiticeiro.
“Para matar as saudades
fui ver te ânsias correndo
eu que fui matar saudades
vim de saudades morrendo”.
Eu defino a saudade da seguinte maneira:
Saudade:
Lástima solenee pungente da ausência
é uma dorzinha miúda, disforme
se esparramando n´alma da gente..
Poesias declamadas por Airton Soares em seus cursos e palestras.
notAS: somente a última poesia é de autoria do AS, as demais poesias foram lidas por aí.
As Superfícies Intactas
02
Por Carlos Roberto Vasconcelos, da CEIA
Hoje, depois de longos anos, revisito o Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará.
Fico por ali, relembrando o tempo em que cursei Letras. Lentamente vou espiando pelos combogós das janelas: outros mestres, outros discípulos sob a mesmíssima arcádia. Fito lá de cima o pátio e, de memória, avisto minha geração, irrequieta, a circular pelos meandros do conhecimento e da dispersão própria da tenra idade.Como não poderia deixar de ser, vou à biblioteca.
O acervo continua em frangalhos como há dez anos. O governo não compra livros, é o que me parece. Mas a viagem não se perde de todo. Visitando a estante do Ceará, deparo-me com uma obra que só conhecia de ouvir falar.
Por ser raríssima, nunca tive a oportunidade de folheá-la, mesmo sendo eu um incorrigível comprador e leitor de livros cearenses. Refiro-me a Finalidade do Mundo, do nosso Raimundo de Farias Brito, o primeiro e maior filósofo brasileiro (na opinião abalizada do professor Genuino Sales). Que felicidade folhear aquele livro pela primeira vez. Em verdade, é uma trilogia, acenando para um hipotético leitor. Às vezes desconfio de que os livros é que encontram os leitores.
De imediato, veio a decepção. Os cartões de autógrafo, datados de 2004, onde se registram manualmente os empréstimos (acredite, a biblioteca de Letras e Filosofia da UECE ainda não é informatizada), os cartões estão intactos, uma brancura impecável. Nenhum empréstimo.
Em todos aqueles anos, ninguém quis saber de Farias Brito. Pus-me a refletir. Se numa faculdade de Letras e Filosofia ninguém se importa com livros, então para que livros? Olhei todo aquele velho acervo e angustiei-me.
Serão cada vez mais inúteis os livros para as novas gerações?Olhando mais atentamente, descubro outros exemplares do Finalidade do Mundo. Estes, mais surrados. Torno a olhar o cartão de autógrafos, já na expectativa de vê-los sem um carimbo, branquinhos como os outros (para um livro, não há destino mais trágico do que as superfícies intactas, sem uma digital, uma mancha de suor das mãos).
Já pensava em indignar-me, desabafar meu constrangimento, decantar a ignorância dos outros e a apatia nacional pelos livros. Pronto, havia encontrado o assunto para uma crônica… Qual nada! O cartão de autógrafos arrolava inúmeras assinaturas de diferentes leitores. Pelo menos uma dúzia de estudantes havia lido a obra-prima do filósofo, se não toda, pelo menos trechos dela.
Os livros antes de tudo precisam ser abertos, folheados, e acabam nos fisgando. Nada mais inadmissível para um livro do que a indiferença. Eu disse uma dúzia de leitores? Não, não é muito, mas nem tudo estava perdido. Respirei aliviado. Um ufa, dois ufas aos deuses do Olimpo. Aprumei o passo, ergui o queixo e saí recompensado. Agora eu também já sabia onde encontrar o velho filósofo.
Por Carlos Roberto Vasconcelos, da CEIA
Hoje, depois de longos anos, revisito o Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará.
Fico por ali, relembrando o tempo em que cursei Letras. Lentamente vou espiando pelos combogós das janelas: outros mestres, outros discípulos sob a mesmíssima arcádia. Fito lá de cima o pátio e, de memória, avisto minha geração, irrequieta, a circular pelos meandros do conhecimento e da dispersão própria da tenra idade.Como não poderia deixar de ser, vou à biblioteca.
O acervo continua em frangalhos como há dez anos. O governo não compra livros, é o que me parece. Mas a viagem não se perde de todo. Visitando a estante do Ceará, deparo-me com uma obra que só conhecia de ouvir falar.
Por ser raríssima, nunca tive a oportunidade de folheá-la, mesmo sendo eu um incorrigível comprador e leitor de livros cearenses. Refiro-me a Finalidade do Mundo, do nosso Raimundo de Farias Brito, o primeiro e maior filósofo brasileiro (na opinião abalizada do professor Genuino Sales). Que felicidade folhear aquele livro pela primeira vez. Em verdade, é uma trilogia, acenando para um hipotético leitor. Às vezes desconfio de que os livros é que encontram os leitores.
De imediato, veio a decepção. Os cartões de autógrafo, datados de 2004, onde se registram manualmente os empréstimos (acredite, a biblioteca de Letras e Filosofia da UECE ainda não é informatizada), os cartões estão intactos, uma brancura impecável. Nenhum empréstimo.
Em todos aqueles anos, ninguém quis saber de Farias Brito. Pus-me a refletir. Se numa faculdade de Letras e Filosofia ninguém se importa com livros, então para que livros? Olhei todo aquele velho acervo e angustiei-me.
Serão cada vez mais inúteis os livros para as novas gerações?Olhando mais atentamente, descubro outros exemplares do Finalidade do Mundo. Estes, mais surrados. Torno a olhar o cartão de autógrafos, já na expectativa de vê-los sem um carimbo, branquinhos como os outros (para um livro, não há destino mais trágico do que as superfícies intactas, sem uma digital, uma mancha de suor das mãos).
Já pensava em indignar-me, desabafar meu constrangimento, decantar a ignorância dos outros e a apatia nacional pelos livros. Pronto, havia encontrado o assunto para uma crônica… Qual nada! O cartão de autógrafos arrolava inúmeras assinaturas de diferentes leitores. Pelo menos uma dúzia de estudantes havia lido a obra-prima do filósofo, se não toda, pelo menos trechos dela.
Os livros antes de tudo precisam ser abertos, folheados, e acabam nos fisgando. Nada mais inadmissível para um livro do que a indiferença. Eu disse uma dúzia de leitores? Não, não é muito, mas nem tudo estava perdido. Respirei aliviado. Um ufa, dois ufas aos deuses do Olimpo. Aprumei o passo, ergui o queixo e saí recompensado. Agora eu também já sabia onde encontrar o velho filósofo.
PARA UMA ROSA MULTICOR - A Rosário Gadelha
01
Por Ednardo Gadelha
Membro da Ceia
Rosa vinha de vestido verde
a vida transluziu em oliva-pátria
sete de setembro
sete de outubro
… quinze
aulas de amor à vida
Rosa vinha em seu vestido branco
a vida resurgiu em batom cor-de-rosa
que se beija além do Carnaval.
Distante, numa quarta florida
uma rosa reflorida
desde a aliança do Natal.
Por Ednardo Gadelha
Membro da Ceia
Rosa vinha de vestido verde
a vida transluziu em oliva-pátria
sete de setembro
sete de outubro
… quinze
aulas de amor à vida
Rosa vinha em seu vestido branco
a vida resurgiu em batom cor-de-rosa
que se beija além do Carnaval.
Distante, numa quarta florida
uma rosa reflorida
desde a aliança do Natal.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Ceia Literária
Grupo sem fins lucrativos nem limitações de ordem religiosa ou político-partidária, que desde 1981 vem lutando, aliado a outros, contra a deturpação do nosso idioma e em favor da pesquisa e da divulgação da literatura brasileira.
O grupo foi batizado a princípio com o nome de Ceia de Língua e Literatura; porém o público logo consagrou como Ceia Literária, provavelmente dado o título de sua revista anual.
FUNDAÇÃO
A Ceia foi fundada a 1º de maio de 1981, Dia do Trabalhador, pelo professor e escritor Valdemir Mourão, contando com a colaboração de outros trabalhadores da língua e literatura no Ceará, como: Felipe Filho, Fernando Câncio, Genuíno Sales, Livardo Barbosa, Auriberto Cavalcante, Oscar Costa Filho, Carneiro Portela, Linete Alcântara, Luciano Jucá, Ednardo Gadelha, além de correspondentes espalhados por este estado, pelo Brasil, e até no exterior.
Grupo sem fins lucrativos nem limitações de ordem religiosa ou político-partidária, que desde 1981 vem lutando, aliado a outros, contra a deturpação do nosso idioma e em favor da pesquisa e da divulgação da literatura brasileira.
O grupo foi batizado a princípio com o nome de Ceia de Língua e Literatura; porém o público logo consagrou como Ceia Literária, provavelmente dado o título de sua revista anual.
FUNDAÇÃO
A Ceia foi fundada a 1º de maio de 1981, Dia do Trabalhador, pelo professor e escritor Valdemir Mourão, contando com a colaboração de outros trabalhadores da língua e literatura no Ceará, como: Felipe Filho, Fernando Câncio, Genuíno Sales, Livardo Barbosa, Auriberto Cavalcante, Oscar Costa Filho, Carneiro Portela, Linete Alcântara, Luciano Jucá, Ednardo Gadelha, além de correspondentes espalhados por este estado, pelo Brasil, e até no exterior.
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